sábado, 17 de junho de 2017

Negócio… da loja dos chineses

Deixem cá ver se percebi bem: o Sporting compra um jogador (Battaglia) ao Braga a um ano deste terminar o contrato, por 3,5 milhões de Euros, ficando com 60% dos direitos económicos do jogador. No pacote cede dois jogadores, um definitivamente (da casa), outro por empréstimo, ficando responsável pelo pagamento de parte significativa do ordenado deste último. O negócio culmina com a cereja de 20% de mais-valias numa próxima venda do jogador, o tal Battaglia. Deixem cá ver se percebi bem: se correr mal, o Sporting fica com o banco mau, se correr bem, divide o espólio, ou melhor, o banco bom, com o Braga, sem este correr qualquer risco na empreitada. Com as vacances, os emails, e a silly season, não podíamos esperar melhor. Ainda bem que faltam uns dois meses de defeso. Vai ser uma festa. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

sábado, 3 de junho de 2017

Actualidades

Real Madrid sagra-se bicampeão europeu com bis de CR7

O Real Madrid venceu a Juventus por 4-1 e tornou-se a primeira equipa da era Liga dos Campeões a vencer a prova duas vezes consecutivas. Ronaldo bisou e terá encomendado a sua quinta Bola de Ouro.

 

 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O hábito faz o campeão

Ontem, fomos campeões em andebol. Há muito tempo que não via um jogo do Sporting com tanto nervoso miudinho.

Estávamos a ganhar por nove golos de diferença e, de repente, estávamos a um de distância. Valeu-nos o central, o Carlos Ruesga. Marcou os últimos três golos, sendo os dois últimos completamente decisivos. Nessa altura, todos os outros jogadores estavam mentalmente bloqueados. Nem se viravam para a baliza.

Esta pressão de não ganhar há muito e de se ter de ganhar pesa e pesa muito. Perdemos o hábito de ganhar e, por isso, em quase todas as modalidades temos ataques de ansiedade nos momentos mais inoportunos. Há quem chame a isso o Sporting. Nada de mais errado. Se ganharmos mais, vão ver que passa.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

sexta-feira, 19 de maio de 2017

À lei da bala

Se o Sporting fosse uma cidade do Far West, dir-se-ia que os seus pistoleiros se tinham especializado em sacar rápido e a dar tiros… no pé. Xerife e respectivos ajudantes, incluídos. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Mais uma contratação



Aguarda-se a qualquer momento a confirmação de mais uma aquisição, desta vez para os quadros do Sporting Clube de Portugal. Este quadro altamente qualificado irá dirigir um importante departamento, o da psique, que se tem revelado dos mais carentes e fragilizados em todas as áreas do nosso clube. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Férias

Podia escrever aqui um texto a relembrar os mais distraídos do clima de férias que se vive em Alvalade. Mas não vou por aí. Uma imagem vale mil palavras:


Penso que o vídeo mostra bem o que está a acontecer. Com tudo decidido, no Sporting já se está a preparar a próxima época... de férias! Venha ela, estamos todos a precisar.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Há coisas que não se aguentam

Nós, sportinguistas, aguentamos quase tudo. Aguentamos perder em casa com os pernas-de-pau do Belenenses, que vinham de sete derrotas consecutivas. Aguentamos perder contra uma equipa que não nos ganhava em casa há 62 anos. O que não aguentamos é perder com uma equipa treinada pelo choramingas do Domingos.

(Depois de ver jogar o Castaignos fiquei com saudades do Purovic. Com ele havia toda uma outra finesse no tratamento da bola)

domingo, 7 de maio de 2017

A Nightmare on Alvalade Street

“De manhã só na caminha”, disse uma vez Marco Fortes, na altura a competir nas olimpíadas de Pequim, após um resultado pouco conseguido, como agora se diz. Este Sporting, de manhã só na caminha, local de onde, hoje, nem sequer saiu. O problema é que, às vezes, à tarde é só uma sestazinha, e à noite é mais caminha, ou divã, tanto faz.  Dá sono, isso sem dúvida.

Na primeira parte não nos levantamos da cama nem para ir à casa de banho. O primeiro lance de perigo (vamos chamar-lhe assim) foi por volta da meia hora. De resto só em sonhos. O problema é que o belém foi lá mais vezes. Deu sono, isso sem dúvida.

Na segunda parte lá marcamos por obra e graça das comemorações das visões místicas de Fátima. A malta pensou logo que o Dost não tardaria a acenar para o Messi com duas ou três bordoadas jeitosas. Nada, continuamos dormir, e foi a dormir que o Pereira Matheu a mão à bola. Tínhamos que dar a volta àquilo, e para isso nada melhor que os sonolentos mais intrépidos que JJ tinha no banco: Castaignos, nem em sonhos jogador de futebol de alta competição, e Campbell, um rapaz capaz de nos causar os piores pesadelos. Verdade que o sonolento Ruiz e o entretido Pereira não estavam a jogar por aí além, mas agora entravamos no domínio das ciências ocultas para chegar ao golo.

 Castaignos, quase que nos fazia sonhar marcando um golo isolado apenas com o guarda-redes pela frente, mas manteve a tradição de não marcar nem em sonhos. Quem não sonha pode ter pesadelos. E foi assim que oferecemos dois golos ao adversário, o segundo dos quais ficará nos anais como um dos mais belos golos sofridos por uma equipa a dormir…ou em coma.  

Já tinha aqui escrito trezentas vezes que o nosso futebol era, muitas vezes, previsível, e bom para dormitar. Acrescento uma enorme falta de talento de grande parte do plantel. Hoje toda a gente notou a falta que o Gelson faz, ou mesmo o Podence. Enfim, ninguém é perfeito. Mas falta de empenho, de dedicação, de garra, não podemos admitir. Nem em sonhos!

domingo, 30 de abril de 2017

Já Dost para esse peditório?

Não fui ao estádio. Vinte paus para um jogo de final de época a feijões, com vistorias à entrada e duas horas de reflexão no final do jogo, ao frio, na pedreira, pareceu-me excessivo. Com tanto bilhete a circular à borla pela cidade, não admira que o espaço respeitante à equipa da casa estivesse composto.

Descompostos ficamos nós com mais uma oferta para golo logo aos quinze minutos, mais coisa menos coisa. Não marcamos, sofremos, e ainda falhamos um pénalti. Mesmo à Sporting…meio caminho andado para um peacemaker. Apesar de tudo, até correu bem a primeira parte, o Ruiz teve que sair, entrou o Cristianinho Podence, e o William continuou a fazer gala da sua passeata pelos estádios deste país, devagar, devagarinho, rumo à porta de saída.

Na segunda parte, com a intensidade necessária a um jogo de profissionais, viramos com alguma facilidade o resultado. É certo e sabido que a cartilha de final de época trará inúmeros empreendimentos estatísticos, onde certamente se falará do número de pénaltis assinalados a favor do Sporting, esquecendo, certamente, o timing da época em que estes aconteceram. O 2º até tem crédito numa regra que diz que se o jogador começa a ser agarrado à entrada da grande área e acaba por cair lá dentro é penalti. É uma excepção à regra (a única), mas ainda assim dará resmas de cotoveladas nos programas futeboleiros da próxima semana.

Nem sempre basta jogar com intensidade e com jogadores realmente comprometidos com a equipa e com o jogo, mas lá que faz diferença, isso faz. Podence, Gelson, chuta(va) chuta(va), Adrien e Dost, são exemplos disso. Coates continua bem e, a seu lado, o Paulo Oliveira até vai disfarçando as suas deficiências. Mas falta ali qualquer coisa, para não voltarmos a sofrer golos em todos os jogos, alguns de borla. Enquanto houver Dost, há esperança. Venham as vacances.

domingo, 23 de abril de 2017

Fuga para o empate

O pior já passou. Entramos em campo com um plano muito simples: a estratégia seria carregar heroicamente sobre as hordas adversárias, atravessando um Rio Grande de dificuldades, adversidades e outras coisas terminadas em ades, tentando não ceder à falta de sorte dos deuses, à má sina, e a uma ou outra miopia do senhor do apito, bradando-se, no final, pela utilização das novas tecnologias tipo vídeo árbitro e por aí fora.

O problema foi que o adversário numa desconcentração infantil (pensando que o Slimani já por ali não andava) acabou por sofrer um golo logo no início, por intervenção do Dost que andou a ver vídeos do Argelino. A partir daí surgiu um dilema: o que fazer com uma vantagem tão madrugadora? Seguir o guião da cavalgada heróica? Ter uma atitude pragmática de resguardo e apostar em contra golpes? O tu queres ver que ainda vamos ganhar isto?, atravessou aquelas cabecinhas enquanto o rival se reorganizava sem problemas de maior.

Uma primeira parte de cacetada e de futebol trauliteiro deve ter dado para os enviados especiais do mundo do futebol se entreterem observar as moças distribuídas pelas bancadas.  Desses primeiros 45 minutos recordo apenas as duas cervejas e os dois bolinhos de bacalhau que enfiei no bucho. Para a história nem um remate enquadrado com a baliza. De ambas as partes, entenda-se. Um bom jogo.

Na segunda parte as nossas pilhas duraram 15 minutos, mais coisa menos coisa, coincidindo a sua extrema-unção com o golo adversário. Alguns terão pensado que o guião da cavalgada heróica contra tudo e contra todos iria a voltar a animar as hostes, mas para animar qualquer coisa é preciso talento, ritmo e pernas. E isso não se faz por decreto.

Falta tanta coisa que nem sei como (re)começar. Uma defesa eternamente remendada, com uns laterais bons para variadíssimas modalidades, nas quais o futebol, infelizmente, não se inclui. Um segundo avançado que é sempre o segundo… a chegar à bola. O Alan Ruiz é craque mas daqueles para brilhar no Belenenses ou no saudoso Estrela da Amadora. O rapaz anda por ali perdido, nem sequer é uma questão de intensidade, mas mesmo de jeito para o futebol de alta competição. É claro que substituí-lo pelo outro Ruiz, este ano, não muda nada. O outro Ruiz é o jogador mais triste do mundo, retirando esse título ao nosso querido Montero, e sofre de uma doença bipolar que se manifesta ao ano. Um ano joga bem, depois deprime, o ano seguinte não sabe em que rua se encontra o seu futebol. Não temos mais avançados, nem segundos, nem primeiros para substituir o Dost se necessário for. Temos que ir à luta com o chuta(va) chuta(va), e quando um jogador como o Podence entra até parece o Cristiano Ronaldo, comparado com alguns dos seus colegas.

Salvam-se o capitão Adrien, um mouro de trabalho, o Gelson e o Dost. O William fica ali entretido no meio­-termo, entre a falsa lentidão, e a falsa rapidez. O mais curioso é que, do outro lado, O Tondela, essa grande equipa, lá se foi aguentando estoicamente, dando até a impressão de que podia ganhar um jogo sem interferência divina.

Podia ter corrido pior, e se assim fosse, podíamos ter sido uns heróis a correr atrás do prejuízo. O que vale é que o JJ viu bem a coisa. As melhores oportunidades foram nossas.

sábado, 15 de abril de 2017

Parece



Ouvindo grande parte dos comentadores e jornalistas (com e sem cartilha) parece que a grande novidade é o Sporting querer ganhar o próximo jogo.
Parece que não foi sempre essa a sua vontade.
Mais estranho ainda, parece que o Sporting quer ganhar um jogo ao Benfica. Parece que é de futebol mas se fosse de caricas continuaria a ser estranha tal vontade.
Confuso, agradeço que os doutos comentadores encartilhados me digam qual deveria ser a postura do Sporting para o próximo jogo.
Parece que anda tudo parvo!

terça-feira, 11 de abril de 2017

Um viva à nota artística

O campeonato Português é mesmo assim, em condições normais os grandes ganham, por vezes nem que seja à pancada. Em Alvalade o Sporting ganhou bem, como já tinha acontecido com o Nacional, mas desta vez somando três pontos para o campeonato que agora nos interessa: o da bota de ouro. Bas Dost mantém-se na corrida, se bem que parece difícil acreditar que se vai sobrepor aos colossos da concorrência.

Deu ainda para ver o pequeno Podence mostrar que pode ser um agitador, nem se tendo notado que faltava Gelson Martins, e o não muito maior Bruno César mostrar o que vale. Registo ainda para o regresso de Adrien e para a presença de Rui Patrício - vale a pena notar, pode haver quem quem não se tenha apercebido desse facto.

Para a semana há mais, parabéns ao treinador por ter conseguido motivar a equipa nas condições em que está, para a qual seguramente a presença de público em grande número estará a contribuir.

domingo, 2 de abril de 2017

Três pontos para o País de Gales, perdão, para o Sporting

O jogo começou praticamente com o derrube do Jonas na grande área adversária, perdão, do Gelson, na grande área adversária. A partir daí foi tudo mais ou menos normal, quer dizer, o Arouca marcou o seu golo e depois o Sporting marcou dois. Mais ou menos normal porque o Dost, desta vez, armou-se em fino e não quis exagerar na média de um golo a cada noventa minutos, mais ou menos. E assim se esfumou a primeira parte de um jogo com sol e tudo. 

Na segunda parte, o Sporting, numa atitude pragmática de real convivência com as deficiências do adversário, não fez por menos, desistindo de qualquer possibilidade de tornar um jogo de futebol da primeira liga atractivo. No final quase que o caldo se entornava… para ambos os lados. Nada de mais. E de túneis não reza esta história. 

Sessão da tarde


quarta-feira, 29 de março de 2017

Não é caso para menos

...depois de nos lixarem a festa daquela maneira, quem é que não ficava com um sorriso destes?

 

sábado, 25 de março de 2017

Tanto mar



Tanto mar – Chico Buarque
(ligeiramente adaptado)

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
um velho cravo para mim

No entanto, já murcharam tua festa, pá
O miúdo do FCP alegremente
Nas redes futuras marcou um habilmente
foi a festa do costume como quando acontece assim.

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, como é preciso,
Navegar, navegar

O Fernando foi inventando um lampião para jogar
Na Luz ambicionava, sonhador, um a marcar
O melhor que conseguiu, foi pôr a malta a ganhar
com os leões do costume a jogar e a marcar

Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
algum cheirinho de alecrim.


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